GRUPO

O Carajás é um Grupo Escoteiro cujas origens remontam desde 1925, dentro da comunidade britânica de São Paulo. Nossas raízes são inglesas e mantivemos muito dessa cultura nesses mais de 85 anos, ainda com a presença de várias das famílias pioneiras.

Ao mesmo tempo que somos um Grupo tradicional, também entendemos que somos um Grupo moderno e que busca sempre estar se renovando. Nossa Chefia (formada por Escotistas, os adultos voluntários) é composta, em sua maioria, por jovens egressos do próprio Carajás, ajudando a fomentar nossa juventude.

História do Grupo

Aqui nós tentamos relatar do modo mais sucinto a história do Grupo Escoteiro Carajás, algo difícil para um grupo com quase 90 anos!

Caso queira saber a história completa, acesse nosso CaraWiki. Temos também a história de nosso grupo contada, em inglês, no livro “Carajás Memoirs”, de autoria de Toby Shellard, ex-chefe escoteiro por muitos anos – falecido em Jan/2006 aos 82 anos de idade.

ORIGENS

As primeiras atividades foram registradas como sendo em 1925. Em 1927 o grupo já tinha uma forte Alcateia de Lobinhos e, em 1928, uma reunião com alguns Chefes e empresários formou o 1st English Speaking Boy Scout Association of São Paulo. O Grupo oferecia atividades para lobinhos e escoteiros (principalmente para membros das comunidades Inglesa e Americana), divididos em duas alcateias e uma tropa, com sede na Rua Marquês de Itu, seguido da Rua Vergueiro. Um dos principais locais de acampamento era a Chácara Flora. O movimento tem orgulho de ter sobrevivido duas grandes guerras e outras situações difíceis. Durante a Revolução de 1932, em São Paulo, os Rovers (Pioneiros – escoteiros mais velhos) ajudaram a Cruz Vermelha como mensageiros próximos às trincheiras e ajudaram nos postos de primeiros socorros.

Em 1931, Jack Hunter, um Chefe escoteiro com Wood Badge (Insígnia da Madeira), em Gilwell, abriu o 2nd English Speaking Group, com reuniões em estábulos na Avenida Paulista. Em 1934 mudamos para a Rua Juquiá, onde ficamos com sede até 2009, junto à Escola Britânica (apesar de termos mudado de local, dentro da Escola, várias vezes). Grandes jogos eram realizados nas matas da Cidade Jardim, após os quais banhava-se no Rio Pinheiros! Em 1937 o Jack Hunter foi para o Jamboree Mundial da Holanda e conheceu BP. Em 1939/40 veio a 2a. Guerra. Getúlio Vargas proibiu atividades uniformizadas, especialmente aqueles com estrangeiros, que tinham que ficar sob o controle de militares. Naturalmente isso era inaceitável e nossas atividades escoteiras cessaram. Isso não durou muito, pois os escoteiros juntaram-se a um clube informal de jovens, chamado de Bandeirantes Boys Club, onde se aplicava o método escoteiro em disfarce.

TRIBU CARAJÁS

Foi em 1944, quando pudemos sair da “moita” e juntamo-nos à nova Associação de Escoteiros de São Paulo, adotando o nome Tribu Carajás, pois as novas regras necessitavam um nome indígena. Ainda não completamente livres de controle, precisamos escrever nossos diários em Português, e as patrulhas Cobras, Tigers, Eagles e Hawks viraram Cobras, Onças, Águias e Gaviões; logo depois foi criado o Búfalos. Em 1949, voltamos a realizar as reuniões na Escola Britânica.

Daí para frente, o grupo progrediu, sempre oferecendo atividades variadas, saudáveis e aventureiras. Começamos a fazer acampamentos em Itatiaia e outros locais mais afastados de São Paulo, como Mogi das Cruzes, Valinhos, Campos do Jordão e Angra dos Reis (Ilha da Gipoia). Participamos de Jamborees (acampamentos escoteiros) Mundiais. Em 1957, foi aberta uma alcateia de Lobinhos na Igreja Anglicana, que se mudou das proximidades da Estação da Luz para o Alto da Boa Vista. A primeira Tropa de Escoteiros em Sto. Amaro ocorreu em 1961. A sede na Igreja foi construída pelo grupo em 1964/65, após um ano de arrecadação de fundos. Por falta de Chefes, a tropa de Sto. Amaro foi fechada em 1969, ficando apenas os Lobinhos.

DÉCADA DE 70

A estrutura do grupo mudou muito em meados da década de 70, quando o chefe de muitos anos, Toby Shellard, teve que se afastar. Foi nesse período que alguns dos atuais chefes mais experientes foram escoteiros e os acampamentos foram realizados em Ubatuba, Itatiaia e Itu. O Grupo continuou com muita força até 1978, quando a sede na Escola britânica teve de ser demolida para dar lugar ao novo ginásio da escola e o Jamboree do Iran foi cancelado.

DÉCADA DE 80

Em 1982/83, uma nova leva de jovens Chefes, conhecido como o “Time dos 6” (que depois virou 7, 8 etc.) conseguiu reerguer o Grupo. A mistura de atividades tradicionais com juventude foi um sucesso, e números aumentaram assustadoramente. Durante essa década, o principal local de acampamento foi Ubatuba. Desde seu início, o movimento foi dividido em Escotismo para meninos e Bandeirantismo para meninas. Seguindo uma tendência mundial, o Escotismo Brasileiro começou a adotar a coeducação em 1983, quando fomos um dos primeiros grupos a aceitar lobinhas. Essas meninas tornaram-se as primeiras Escoteiras em 1984, sediadas na Escola Britânica. A nova tropa feminina cresceu rapidamente, com um espírito invejável. As Patrulhas eram Leo, Phoenix, Orion e Áquila. No final de 1988, devido ao crescimento do Grupo, uma tropa de escoteiros foi novamente montada na Igreja Anglicana. Novos cantos de patrulha foram construídos pelos escoteiros e foram assumidos nomes tradicionais de patrulhas do Grupo Carajás: Lions, Beavers, Foxes e Panthers.

DÉCADA DE 90

Em 1990, os Pioneiros foram reiniciados. São membros que fazem atividades separadas, organizados por eles próprios. O Clã Gilwell de Pioneiros, como é chamado, foi ativo por várias vezes durante a história do Carajás, sempre realizando aventuras e serviços de alto nível. A equipe de chefes mudou pouco até o fim dos anos 80, quando vários viajaram para a Europa para morar. Desde então, tem havido a entrada de novos chefes, mantendo a juventude e energia do Grupo, mas ainda com a presença de chefes experientes. Durante essa década os acampamentos de julho foram se tornando mais ambiciosos: Chapada Diamantina, Bonito, Pantanal, Serra do Cipó.

UM NOVO MILÊNIO

O Grupo muda de milênio com força total. Todas as seções realizando suas atividades e com uma participação muito ativa em diversas outras entidades. Podemos destacar algumas mudanças como o fortalecimento dos Rovers, com suas atividades como o SEI (Sábios E Inteligentes) e a volta ativa da seção Seniors & Guias – que, após um período curto de inatividade, voltou com força total. Além disso, temos que mencionar a criação de uma novo relacionamento com Old Carajás realizando algumas edições do Old Carajás Camp.

Em 2002, tivemos nosso Jubiree de 75 anos. Pouco mais de 200 pessoas compareceram a um ótimo final de semana em Ubatuba. Como 5 anos antes, esse ano o camp foi repleto de atividades para todas as idades. Um dos destaques do camp foi a construção de uma pioneria de 3 andares, construída pela tropa de Sto. Amaro no platô.

Em 2007, após 45 anos de parceria com a Catedral Anglicana, fomos convidados a deixar nossa sede que ficava no terreno da igreja do Alto da Boa Vista. Conseguimos assegurar uma sede provisória, com um antigo escoteiro e grande apoiador do escotismo, o James Birkinshaw. Ficamos nessa sede, realizando nossas atividades, onde continuamos oferecendo ótimo Scouting, porém ainda de forma provisória.

ANOS 2010

Hoje, o Grupo Carajás conta com aproximadamente 100 membros ativos, incluindo Chefes e Pioneiros. Não mais realizamos nossas reuniões em Inglês como antigamente, mas muitos termos técnicos e vocabulário escoteiro usados por nós são em Inglês. Essa característica tornou-se uma marca registrada.

Reuniões

O Carajás oferece atividades para meninos e meninas, crianças e jovens desde os 7 anos aos 21 anos – passando pelos ramos: Lobinho(a), Escoteiro(a), Senior/Guia, Pioneiro(a) e níveis de Chefia.

As reuniões semanais no Carajás são realizadas durante a semana, à noite. Não temos reuniões fixas de seções aos sábados, mas temos algumas atividades de Grupo que são realizadas nos finais de semana.

O Grupo Carajás realiza suas reuniões atualmente na sede localizada dentro do SPAC (São Paulo Atlhetic Club), situada em Socorro.

Veja abaixo os detalhes das reuniões de cada ramo:

Lobinhos e Lobinhas (Cubs)
Idade: Meninos e meninas de 7 a 11 anos
Dia e Horário: Sextas-feiras das 18h30h às 20h30

Escoteiros (Scouts)
Idade: Meninos de 11 a 18 anos
Dia e Horário: Segundas-feiras das 18h45 às 20h45

Escoteiras (Scoutas)
Idade: Meninas de 11 a 18 anos
Dia e Horário: Terças-feiras das 19h às 21h

Seniors e Guias
Idade: Meninos e meninas entre 15 e 18 anos
Atividades complementares.

Pioneiros (Rovers)
Idade: A partir de 18 anos
Atividades esporádicas.

Entre em contato conosco se tiver interesse em conhecer e ingressar no movimento escoteiro e no Grupo Carajás. Atenção: sujeito à disponibilidade de vagas.

DIRETORIA & CHEFIA

Diretoria

Diretora Presidente: Grace Downey
Diretor Vice-Presidente: Jonathan Govier
Diretora Chefe de Grupo: Grace Downey
Diretor Institucional: Marcos Versteeg
Diretor Financeiro: Matthias Wegener
Diretora Administrativa: Rachel Govier
Diretor Técnico: Artur Berberian Filho
Diretor de Patrimônio: Michael Downey
Diretora Social e Eventos: Paulo Dal Bó

Chefia

Alcatéia Rodolfo Malempré (Cubs)
Marcos Versteeg (Akelá)
Pedro Kozlakowski
Sarah Craddock
Leonardo Zernik

Tropa de Escoteiros (Scouts)
Pedro Kozlakowski (Chefe de Tropa)
Matthias Wegener
Ariel da Mata
Stephan Gallbach

Tropa de Escoteiras (Scoutas)
Sofia Cipolatti (Chefe de Tropa)
Amã Cacuro
Suemi Yokota
Sarah Craddock
Jessica Weeks

Tropa Senior/Guia (Seniors)
Caroline Stefanski (Chefe de Tropa)
Ariel da Mata

Clã Pioneiro (Rovers)
João Gabriel Brene (Mestre Pi)

Nossos Jovens

ALCATÉIA RODOLFO MALEMPRÉ (CUBS)

As crianças, de 7 a 11 anos, são divididas em equipes com até 6 crianças, de ambos os gêneros, que participam de atividades e jogos voltados para a sociabilização e o entretenimento. É num ambiente repleto de elementos que fomentam a fantasia da criança dessa faixa etária em que se promove o desenvolvimento do comprometimento consigo e com as demais crianças da sua equipe e alcateia.

TROPA DE ESCOTEIROS (SCOUTS)

Os meninos são divididos em equipes com até 8 jovens e participam de atividades e jogos voltados para a aventura. Para os jovens dessa idade é oferecido um ambiente de responsabilidade, comprometimento e lhes é apresentado um processo simplificado de hierarquia e democracia, organizado e mantido por eles mesmos. As equipes (patrulhas) dos Escoteiros são nomeadas com nomes de animais selvagens e, pela tradição do Carajás, em inglês. São atualmente os Foxes, Lions, Beavers e Panthers.

TROPA DE ESCOTEIRAS (SCOUTAS)

Nossas primeiras lobinhas formaram a Tropa em 1984 e, desde então, foram muito ativas, comemorando seus 30 anos de existência em 2014. Para as meninas dessa idade, é oferecido um ambiente de responsabilidade, comprometimento e lhes é apresentado um processo simplificado de hierarquia e democracia, organizado e mantido por elas mesmas. Para as meninas Escoteiras desenvolvemos um programa muito similar aos meninos Escoteiros, mantendo os mesmos princípios e objetivos. As equipes (patrulhas) das Escoteiras são inspiradas em nomes de constelações. São atualmente a Cygnus, Pégasus e Lynx.

TROPA DE SENIORS E GUIAS (SENIORS)

Os adolescentes de 15 a 18 anos, de ambos os gêneros, participam de atividades complementares, voltados ao desafio e a auto-superação. Para os adolescentes com essa idade, é oferecido um ambiente de maior esforço físico e desafio de realização, cumplicidade e responsabilidade.

CLÃ GILWELL DE PIONEIROS (ROVERS)

Jovens adultos, chamados de pioneiros ou pioneiras, não possuem uma divisão estrutural, mas sim por interesse e desenvolvem atividades e projetos voltados a servir ao próximo e também realizam grandes aventuras.